Alunos dispensados e professores reunidos para uma avaliação do bimestre.
Chego as 12:40h, vou direto para a sala dos professores, aquele ambiente que até então tinha receio de passar perto e agora vou entrando e sentando no sofá que tem lá numa boa. Os professores vão chegando aos poucos, alguns cumprimentam, outro não e as 13h começa.
Vamos todos para o auditório e nos posicionamos ao redor de uma mesa cumprida, cada qual munido de seus diário de classe (menos eu, é claro!). Me sento próximo da ponta, embora não me sinta confortável de estar numa reunião onde não farei nada além de assistir.
Seguindo um ritmo não muito cadenciado é feita uma avaliação global de cada aluno, com base nas avaliações individuais de cada professor, o formato de avaliação é baseado em letras e funciona assim:
MB (muito bom)- 8,0-10,0
B (bom) - 7,0-7,9
R (regular) - 5,0-6,9
I (insuficiente) - 0-4,9
- O que vocês acham do aluno Fulano?
- R! / - R! / - R / - B... / - I!
- Na média então "R" pra ele? Todos de acordo? Então fulano fica com "R" na avaliação global.
Às vezes algumas observações e sugestões são feitas de casos específicos de determinados alunos e assim o conselho segue por aproximadamente umas 3h. Na hora da prof. Margareth explicar para os outros como funciona a turma que ela dá aula, ela cita a meu trabalho no auxílio dos alunos como "uma ajuda que caiu do céu!". Fico feliz pelo reconhecimento!
Vejo esse encontro com uma catarse dos professores, muitos aproveitam para dividir suas opiniões sobre os alunos, sobre a escola, sobre as várias dificuldades que encontram, eventualmente uma graça é dita e as conversas seguem,entre MBs e Rs, muita risada e café, pela tarde toda.
Conheci hoje uma senhora muito gente fina chamada Deise. Ela é responsável por uma turma que atende crianças com necessidades especiais na escola, ficamos conversando sobre nossas opiniões sobre a escola, sobre os alunos, ela me pergunta o que to achando do colégio e eu pergunto mais sobre o que ela faz ali. Foi um papo informativo e ajudou a distrair!
As 16:00h me liberam, Deise foi comigo até próximo ao ponto de ônibus, no caminho rimos um pouco das situações inusitadas do colégio, nos despedimos com um "prazer em conhece-lo" e mais um dia de estágio termina!
Cada dia é um aprendizado novo sobre os meandros do funcionamento de uma escola, o dia foi tranquilo, fiquei basicamente fazendo rabiscos e anotações enquanto todos falavam.
Minha primeira semana: saldo positivo!
E eu termino sem saber concluir direito um texto com esse, vou finalizar então da maneira mais fácil, com um ponto final, assim.
Pela combinação de heroísmo e gaiatice do ambiente, estava praticamente uma reunião dos Superamigos na Sala de Justiça!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
2º Round
[2º Dia]
Terça não teve aula e quarta foi uma reunião de professores que promoveu um passeio pelos arredores do colégio. O passeio foi bacana, pois pude conhecer um pouco mais do centro do Rio de Janeiro, assim como o corpo docente. Vi que eles são um grupo bem diversificado, mas a maioria pessoas de bem, muito receptivas e simpáticas. Professores nada mais são que alunos crescidos que decidiram ensinar outros alunos mais novos. Os papos são, guardada as devidas proporções, os mesmos, as brincadeiras e sacagens bem parecidas, ou seja, toda aquela aura mítica que possivelmente ainda guardava foi a baixo com essa relação mais próxima deles! Proveitoso!
Meu segundo dia na turma foi melhor do que o primeiro. Cheguei e a aula já tinha começado a alguns minutos e a professora estava concluindo alguns deveres da apostila. Dei boa tarde e disse que diferente de segunda-feira, quando fiquei só olhando, hoje iria ajudá-los diretamente, com apoio para dúvidas, na correção de exercícios e o que mais eles precisassem.
Durante a resolução pelos alunos dos deveres, ao invés de um auxílio genérico para todos, dei individualmente uma ajuda mais precisa . Parei em várias carteiras e com paciência fui atendendo o que me questionavam.
Além é claro da falta de concentração que já tinha percebido no primeiro dia, outro grande problema que salta a vista é a baixa autoestima de alguns alunos, muitos tem medo de errar e por isso nem tentam, outros escondem sua fragilidade atrás de gritos, bagunça e certos desaforos. Eu os entendo.
Procuro sempre olhar a todos nos olhos e usar uma linguagem não muito superior, mas também evitando gírias e palavras que os façam não ter respeito por um estranho jovem que chegou sem mais nem menos querendo por ordem na casa. Não é assim!
Depois do intervalo, da conversa rápido na sala dos professores (aquele antro pagão, onde tudo acontece!), na volta pra turma, como da última vez, percebi a evasão de muitos. Contei 14 hoje na entrada, restava pouco mais de 8 na volta.
A professora liberou os alunos, eu estava me preparando pra ir também, ajeitando as cadeiras e ouvi um aluno dizer para mim da porta: "obrigado pela ajuda no dever hoje, professor!" . Gostei do que ouvi. Agradeci o agradecimento e ele foi.
Professor? Mas onde? Inevitavelmente eles já me chamam assim, alguns ainda usam o "o, moço!", mas acredito que se tivesse escolha, optaria pelo primeiro.
Ainda está tudo muito recente, eu sei bem disso, mas só de poder olhar pra qualquer um deles, ver que precisam de ajuda numa questão tão primária quanto complexa que é a alfabetização, que confiam no que vou dizer e se esforçam pra melhorar, isso pra mim é incrível! Talvez não fique rico sendo professor, nem a sociedade valorize tanto, mas embora não tenha certeza plena do que virei a fazer da minha vida no futuro, a sensação que tenho nessa turma me faz acreditar de alguma forma que estou no caminho certo.
Terça não teve aula e quarta foi uma reunião de professores que promoveu um passeio pelos arredores do colégio. O passeio foi bacana, pois pude conhecer um pouco mais do centro do Rio de Janeiro, assim como o corpo docente. Vi que eles são um grupo bem diversificado, mas a maioria pessoas de bem, muito receptivas e simpáticas. Professores nada mais são que alunos crescidos que decidiram ensinar outros alunos mais novos. Os papos são, guardada as devidas proporções, os mesmos, as brincadeiras e sacagens bem parecidas, ou seja, toda aquela aura mítica que possivelmente ainda guardava foi a baixo com essa relação mais próxima deles! Proveitoso!
Meu segundo dia na turma foi melhor do que o primeiro. Cheguei e a aula já tinha começado a alguns minutos e a professora estava concluindo alguns deveres da apostila. Dei boa tarde e disse que diferente de segunda-feira, quando fiquei só olhando, hoje iria ajudá-los diretamente, com apoio para dúvidas, na correção de exercícios e o que mais eles precisassem.
Durante a resolução pelos alunos dos deveres, ao invés de um auxílio genérico para todos, dei individualmente uma ajuda mais precisa . Parei em várias carteiras e com paciência fui atendendo o que me questionavam.
Além é claro da falta de concentração que já tinha percebido no primeiro dia, outro grande problema que salta a vista é a baixa autoestima de alguns alunos, muitos tem medo de errar e por isso nem tentam, outros escondem sua fragilidade atrás de gritos, bagunça e certos desaforos. Eu os entendo.
Procuro sempre olhar a todos nos olhos e usar uma linguagem não muito superior, mas também evitando gírias e palavras que os façam não ter respeito por um estranho jovem que chegou sem mais nem menos querendo por ordem na casa. Não é assim!
Depois do intervalo, da conversa rápido na sala dos professores (aquele antro pagão, onde tudo acontece!), na volta pra turma, como da última vez, percebi a evasão de muitos. Contei 14 hoje na entrada, restava pouco mais de 8 na volta.
A professora liberou os alunos, eu estava me preparando pra ir também, ajeitando as cadeiras e ouvi um aluno dizer para mim da porta: "obrigado pela ajuda no dever hoje, professor!" . Gostei do que ouvi. Agradeci o agradecimento e ele foi.
Professor? Mas onde? Inevitavelmente eles já me chamam assim, alguns ainda usam o "o, moço!", mas acredito que se tivesse escolha, optaria pelo primeiro.
Ainda está tudo muito recente, eu sei bem disso, mas só de poder olhar pra qualquer um deles, ver que precisam de ajuda numa questão tão primária quanto complexa que é a alfabetização, que confiam no que vou dizer e se esforçam pra melhorar, isso pra mim é incrível! Talvez não fique rico sendo professor, nem a sociedade valorize tanto, mas embora não tenha certeza plena do que virei a fazer da minha vida no futuro, a sensação que tenho nessa turma me faz acreditar de alguma forma que estou no caminho certo.
Foto: Indiana Jones (a paisana). Se for pra ser um professor mesmo, que seja um fodão igual ao Henry Jones Junior. Que ensina arqueologia e ainda tem tempo pra achar a Arca Perdida (!)
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Primeira Impressão
[1º Dia]
Hoje foi o derradeiro primeiro dia como estágiario. Cheguei por volta de 11:30h e fiquei esperando quase uma hora até a turma e a professora chegarem. Logo no início a responsável pela turma, prof. Margareth, venho conversar comigo e perguntar se eu já estava ciente de como era a turma, respondi que sabia que era uma turma "complicada" e que teria que ter paciência, ela franziu a testa como quem pensa: "é só isso que te passaram?" Então perguntei se poderia nesse primeiro dia apenas assistir, como um aluno, para ver qual era a dinâmica da turma e como funcionava a rotina das aulas, ela foi muito simpática e disse que tudo bem!
Chegando na sala me surpreendi um pouco com os alunos, imaginei-os mais velhos, mas a maioria tá na faixa dos 14-16 anos, eram em torno de 18 alunos. A professora me apresentou como o professor Diego (glup! professor?!), depois me apresentei, disse que era um estagiário, que estava ali para auxiliar a professora e que qualquer coisa que precisassem era só falar comigo. Reação nenhuma. Fui para o fim da sala e lá fiquei assistindo o desenrolar desse dia.
A expectativa é algo terrível. Noite passada mal consegui dormir, toda hora acordando, me imaginando diante de um pelotão de fuzilamento, tentando elaborar algum discursso convincente de apresentação e no fim das contas a primeira impressão foi menos pior do que imaginava. Pra quem esperava uma turma "ó do borogodó", até que foi razoável, porém também deu para notar que não será um trabalho fácil.
A turma é bastante heterogênea em sua postura. Alguns são quietos e participam, outros quietos e só, alguns são desconcentrados, outros gritam, xingam, a maior dificuldade que percebi de cara, e se manteve por toda a tarde, foi a rapidez com quem se distraem. Às vezes há um momento de silêncio na turma durante algum exercício, mas dura poucos minutos e já recomeça toda a bagunça. Não é uma turma maldosa, encrenqueira, são antes de tudo crianças com carência de atenção, tentando se autofirmar de alguma forma e na maioria das vezes, de forma errada.
[Intervalo]
As 15:20 é o recreio. A professora sai, tranca a sala e me leva até a sala dos professores. Chegar nesse ambiente como um "professor" torna tudo muito diferente. Ela me ofereceu um café e ficamos juntos com mais outra professora conversando. Me perguntaram qual minha primeira impressão da turma, disse que esperava algo pior. Uma delas achou graça e eu fiquei sem achar nada. Me explicaram que muitos ali tem problemas que vão bem além do estudantil, alguns bem sérios.
Posso até estar com uma visão romântica demais da situação e acabe saindo de lá frustrado algum dia, mas se eu já chegasse derrotado, tudo seria pior!
[Retorno pra sala]
Depois de 20min. retornamos. Alguns alunos não estão mais lá, nem seu material. Fugiram da escola. A aula é retomada com exércicios de criação de frases e interpretação de alguns textos curtos. Embora a professora nem sempre tenha total controle da turma, percebo que ela se esforça bastante em tentar ensinar a todos. Uma vez ouvi que "ser professor é um sacerdócio". E é! Não se pode entrar nessa de brincadeira, porque ou você pira ou se torna um profissional medíocre contando as horas pra aposentadoria.
Alguns alunos ficam me olhando com curiosidade a todo momento, me perguntaram duas vezes quanto tempo eu vou ficar ali. Não sei se minha presença estava incomodando ou se eles percebem que uma pessoa a mais pra ajudar seria bom pra turma, em todo caso, tentei ser o mais sincero possível, sem subestimar, nem infantilizar ninguém, mantendo uma postura séria, mas não pedante.
No final expliquei todos meus pontos de vista para a professora e sugeri formas de ajudá-la com a turma, ela me pareceu aliviada com um auxílio. A aula acabou e por volta de 16:50h, me despedi e fui embora.
[Conclusão]
Se eu estou fazendo uma faculdade de Letras, eu preciso ter o pé no chão e perceber que o caminho mais óbvio, embora não o único, é que eu venha a me tornar um professor. Essa experiência vai ser fundamental pra ver se estou no caminho certo ou não e com isso decidir melhor meu futuro profissional.
Primeiro dia: ok!
Vamos ver o que os próximos dias reservam!
Hoje foi o derradeiro primeiro dia como estágiario. Cheguei por volta de 11:30h e fiquei esperando quase uma hora até a turma e a professora chegarem. Logo no início a responsável pela turma, prof. Margareth, venho conversar comigo e perguntar se eu já estava ciente de como era a turma, respondi que sabia que era uma turma "complicada" e que teria que ter paciência, ela franziu a testa como quem pensa: "é só isso que te passaram?" Então perguntei se poderia nesse primeiro dia apenas assistir, como um aluno, para ver qual era a dinâmica da turma e como funcionava a rotina das aulas, ela foi muito simpática e disse que tudo bem!
Chegando na sala me surpreendi um pouco com os alunos, imaginei-os mais velhos, mas a maioria tá na faixa dos 14-16 anos, eram em torno de 18 alunos. A professora me apresentou como o professor Diego (glup! professor?!), depois me apresentei, disse que era um estagiário, que estava ali para auxiliar a professora e que qualquer coisa que precisassem era só falar comigo. Reação nenhuma. Fui para o fim da sala e lá fiquei assistindo o desenrolar desse dia.
A expectativa é algo terrível. Noite passada mal consegui dormir, toda hora acordando, me imaginando diante de um pelotão de fuzilamento, tentando elaborar algum discursso convincente de apresentação e no fim das contas a primeira impressão foi menos pior do que imaginava. Pra quem esperava uma turma "ó do borogodó", até que foi razoável, porém também deu para notar que não será um trabalho fácil.
A turma é bastante heterogênea em sua postura. Alguns são quietos e participam, outros quietos e só, alguns são desconcentrados, outros gritam, xingam, a maior dificuldade que percebi de cara, e se manteve por toda a tarde, foi a rapidez com quem se distraem. Às vezes há um momento de silêncio na turma durante algum exercício, mas dura poucos minutos e já recomeça toda a bagunça. Não é uma turma maldosa, encrenqueira, são antes de tudo crianças com carência de atenção, tentando se autofirmar de alguma forma e na maioria das vezes, de forma errada.
[Intervalo]
As 15:20 é o recreio. A professora sai, tranca a sala e me leva até a sala dos professores. Chegar nesse ambiente como um "professor" torna tudo muito diferente. Ela me ofereceu um café e ficamos juntos com mais outra professora conversando. Me perguntaram qual minha primeira impressão da turma, disse que esperava algo pior. Uma delas achou graça e eu fiquei sem achar nada. Me explicaram que muitos ali tem problemas que vão bem além do estudantil, alguns bem sérios.
Posso até estar com uma visão romântica demais da situação e acabe saindo de lá frustrado algum dia, mas se eu já chegasse derrotado, tudo seria pior!
[Retorno pra sala]
Depois de 20min. retornamos. Alguns alunos não estão mais lá, nem seu material. Fugiram da escola. A aula é retomada com exércicios de criação de frases e interpretação de alguns textos curtos. Embora a professora nem sempre tenha total controle da turma, percebo que ela se esforça bastante em tentar ensinar a todos. Uma vez ouvi que "ser professor é um sacerdócio". E é! Não se pode entrar nessa de brincadeira, porque ou você pira ou se torna um profissional medíocre contando as horas pra aposentadoria.
Alguns alunos ficam me olhando com curiosidade a todo momento, me perguntaram duas vezes quanto tempo eu vou ficar ali. Não sei se minha presença estava incomodando ou se eles percebem que uma pessoa a mais pra ajudar seria bom pra turma, em todo caso, tentei ser o mais sincero possível, sem subestimar, nem infantilizar ninguém, mantendo uma postura séria, mas não pedante.
No final expliquei todos meus pontos de vista para a professora e sugeri formas de ajudá-la com a turma, ela me pareceu aliviada com um auxílio. A aula acabou e por volta de 16:50h, me despedi e fui embora.
[Conclusão]
Se eu estou fazendo uma faculdade de Letras, eu preciso ter o pé no chão e perceber que o caminho mais óbvio, embora não o único, é que eu venha a me tornar um professor. Essa experiência vai ser fundamental pra ver se estou no caminho certo ou não e com isso decidir melhor meu futuro profissional.
Primeiro dia: ok!
Vamos ver o que os próximos dias reservam!
terça-feira, 27 de abril de 2010
O início
Meu nome é Diego Domingues, estou no 3º período de Letras/Literatura na UFRJ e criei esse blog com o intuito de registrar minha odisseia num estágio. Não tenho pretensão nenhuma de que alguém vá ler, embora há um pouco de exibicionismo disfarçado de mero arquivamento de ideias, porque se assim fosse não seria necessário tornar público, mas enfim, também aproveito para treinar minha escrita e compartilhar com quem quer que venha parar aqui o cotidiano dessa nova aventura.
.
As vias de fato
Consegui um estágio em um colégio municipal localizado no centro do Rio de Janeiro, próximo a praça Mauá. A minha função será de auxiliar um grupo de alunos no desenvolvimento de sua leitura e escrita, algo como uma turma de reforço. Fui hoje lá pela primeira vez, apenas conversar com o diretor, que num rápido diálogo me expôs a situação:
- Essa turma é o "ó do borogodó"!
- Uhn..Eles estão atrasados ou são rebeldes?
- Os dois!
- !
- Mas fique tranquilo que tudo dará certo, é só ter autoridade.
-...
Foto: Filme Sociedade dos Poetas Mortos. Pra mim só será um sucesso quando puder subir na mesa sem ser encarado como maluco!
.
As vias de fato
Consegui um estágio em um colégio municipal localizado no centro do Rio de Janeiro, próximo a praça Mauá. A minha função será de auxiliar um grupo de alunos no desenvolvimento de sua leitura e escrita, algo como uma turma de reforço. Fui hoje lá pela primeira vez, apenas conversar com o diretor, que num rápido diálogo me expôs a situação:
- Essa turma é o "ó do borogodó"!
- Uhn..Eles estão atrasados ou são rebeldes?
- Os dois!
- !
- Mas fique tranquilo que tudo dará certo, é só ter autoridade.
-...
E foi assim! Não sei muito bem o que ele quis dizer com ó do borogodó, nem se quis me intimidar, mas em todo caso está lançado o desafio. Vou segunda-feira (3/05) ver o que me espera e com a melhor das intenções fazer um trabalho bacana! Se vai ser um fiasco ou um sucesso, só o tempo dirá! ;-)
Foto: Filme Sociedade dos Poetas Mortos. Pra mim só será um sucesso quando puder subir na mesa sem ser encarado como maluco!
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